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domingo, 18 de dezembro de 2016

Aleppo, um crime de guerra





A história ensina-nos que as invasões têm todas um propósito: a ganância do poder e da apropriação de recursos.

No séc. XXI uma invasão como a do Iraque, a primeira de várias (e as invasões são sempre ilegítimas), passaram a ser justificadas pela ameaça do terrorismo, pois passa bem nos media e nalguma opinião pública.
A ameaça do terrorismo é real, mas não se resolve destruindo países e a vida de civis. Não só não se resolveu como piorou com a invasão do Iraque, e com as intervenções no Afeganistão, na Líbia, na Síria...

A invasão do Iraque teve nas ruas a contestação pública, europeia e americana. De nada valeu. Forjaram-se motivos para legitimar a invasão. A partir daqui foi o horror que vimos, o impensável, atentados contra civis, explosões mortíferas, e os crimes de guerra.
Se a guerra da Bósnia, no coração da Europa, que já nos tinha horrorizado nos anos 90, teve consequências de responsabilização por crimes de guerra, também o Iraque e a Síria têm responsáveis.

Aleppo é um grito que não nos deixa sequer descansar o cérebro e o coração. Aleppo é o nosso pesadelo, a nossa revolta e a nossa impotência. As crianças de Aleppo... as famílias em pânico... 

Não nos podemos conformar com a assinatura de petições por Aleppo. Como cidadãos do mundo podemos fazer muito mais. Exigir a responsabilização por este crime de guerra a desenrolar-se perante os nossos olhos, os nossos neurónios, os nossos corações.



  


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A paz

No primeiro dia do ano este balanço dramático. Como é possível?
As zonas de conflito continuam a alastrar-se como enormes feridas abertas.
Enquanto as populações sofrem, há quem alimente a destruição e ainda lucre com a sua desgraça.

A paz, palavra repetida nas negociações da ONU, continua a ser desprezada relativamente aos interesses económicos e/ou estratégicos.

A vida humana começa a perder o valor que tinha adquirido na história recente. Tudo é avaliado em termos estratégicos e de interesses ocultos. Tudo é triturado, ossos e sangue, na máquina infernal do calculismo do poder e do lucro.

O mais comovente dos vários documentários que descobri no youtube é ver como os refugiados são recebidos e acolhidos nos países fronteiriços e em aldeias perdidas nas montanhas, enquanto na Europa se verifica uma incapacidade de lidar com estes fluxos migratórios.