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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fátima é da Terra e do Céu





Há lugares que nos animam, outros que nos entristecem. Fátima sintoniza-nos com toda a humanidade.

Fátima lembra-nos o Céu na Terra, não como uma promessa vã e manipuladora de alguma espécie de reconhecimento póstumo pelas nossas boas acções, mas como a possibilidade de uma vida com dignidade, amor e paz para todos os seus habitantes.

O início das peregrinações a Fátima é comovente. Duas crianças com uma alma imensa, que se expande para lá dos montes de oliveiras e fica a iluminar vidas por todo o planeta.

Quando penso na alma vejo nela a mesma forma do universo, como se expande, como se ilumina e apaga, como se multiplica em poeira.
Também há matéria escura, e buracos negros. E o desconhecido, a que os físicos teóricos dedicam horas de reflexão. :)

Também vejo a alma como células, cada uma com toda a informação genética. É só transpor para a poeira luminosa, cada partícula transporta toda a informação da original.

Voltemos à Terra. :)

Francisco veio a Fátima. Um peregrino entre peregrinos. O peregrino da esperança. O peregrino da paz.

Francisco sabe o que é a dor, o sofrimento, mas não o vemos render-se a essa situação. É essa a sua natureza. A sua alma luminosa. A alegria de estar vivo e poder tocar, de forma indelével e discreta, as vidas simples da comunidade humana que quer viver com dignidade, amor e paz.

  



quarta-feira, 15 de março de 2017

Os Millennials e o jazz


O jazz é uma linguagem musical que sempre associei à minha geração - a que eu chamo geração de transição :) - e às gerações anteriores à minha. Do jazz retenho a inteligência, a irreverência, as frases libertas de regras e a comunicação dos vários elementos instrumentais. Do jazz retenho os sons dos instrumentos de sopro e de percussão - os meus preferidos - e algumas vozes: Ella Fitzgerald, Louis Armstrong.

Para minha surpresa, o jazz continua a inovar-se e a misturar-se com outras linguagens que entretanto já não conseguimos classificar. É como se as várias culturas musicais se entrelaçassem em tonalidades e atmosferas diversas com uma base comum: a inteligência, a irreverência, o espaço à inovação e à comunicação.

Devem ser estas características que atraem os Millennials. A alegria com que vivem essa experiência musical, a simplicidade e a naturalidade que lhe dão uma dimensão de vitalidade criativa.

Foi por acaso que descobri este Millennial musical. Raramente ligo à Eurovisão, mas desta vez apeteceu-me ouvir as várias canções e, se fosse caso disso, votar na minha preferida. A surpresa surgiu quando ouvi um miúdo de gestos tímidos e uma sensibilidade musical rara. A forma como dava uma tonalidade às palavras, como pegava nas frases musicais. Pela primeira vez participei na votação do público. A surpresa continuou: a canção do miúdo foi a escolhida na primeira selecção e também na final.

Mas a surpresa maior ainda estava para vir quando fui ao Youtube pesquisar o seu trabalho. E lá estavam registos musicais diversos: o jazz minimalista e inovador, em americano e em espanhol (como "Nada que esperar") e algumas canções em português (como "Nem Eu"). Aqui vão as que mais me impressionaram em registo de jazz: 





Post publicado n' As Coisas Essenciais.