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sexta-feira, 9 de junho de 2017

As eleições no Reino Unido vêm repor equilíbrio e representatividade das populações no parlamento





Eleições no Reino Unido. Primeiras projecções. Os conservadores perdem a maioria, o Labour ganha mais de 20 deputados.

Enquanto esperamos mais resultados, temos mais uma diversão americana, desta vez FBI - Presidente.
Os nossos neurónios pediam desafios mais interessantes, mas foi o que se pôde arranjar. 
O director do FBI, recentemente demitido pelo Presidente, respondeu em audição no Senado. 
Percebemos imediatamente que não é qualquer um que chega a director do FBI. Aliás, é muito mais fácil chegar a Presidente :)
Não fossem as perguntas do senador McCain, fora da linha geral, e a personagem (porque, tal como o Presidente, trata-se de mais um actor, só que convincente), saía da prova oral com 20 valores :) Assim, encalhou na investigação a Hillary Clinton.

O sistema político americano já revelou a sua fraca performance, o seu lado obsoleto, o seu falso equilíbrio. 
É um corpo de leis e de personagens que se movimentam para servir as elites. 
Verifica-se uma distância enorme com a realidade do dia a dia, o seu ritmo, as vidas de pessoas comuns. Mas há que se lhes tirar o chapéu: são bons actores. Actores convincentes.


E de novo voltar à Europa. Ao Reino Unido. Reacções festivas do Labour.
Os jovens perceberam a importância de ir votar nestas eleições. 
Repõe-se o equilíbrio e a representatividade das populações no parlamento.


Entre a audição do director do FBI e as eleições no Reino Unido, ficamos de coração apertado com imagens da violência da polícia contra manifestantes na Venezuela.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Reino Unido: o voto dos jovens e a possibilidade da inovação cultural na política





O debate está aceso no Reino Unido. As eleições de 8 de Junho serão decisivas.

Muitos jovens podem ainda não ter percebido a importância do seu voto. Afinal, o seu voto não contou no Brexit, atiraram-nos para fora de uma Europa onde já se sentiam em casa.
E no entanto, a possibilidade da inovação cultural na política reside no seu voto.


Vivemos numa época de transição da política: das ideologias de grupos competitivos com propostas para formatar a nossa vida colectiva, para plataformas políticas baseadas na participação cívica responsável, comunidades criativas que trabalham em colaboração.

Neste momento, o Labour é o que se aproxima dessa cultura política inclusiva, que responde a desafios concretos e procura o equilíbrio social. É o primeiro passo para a inovação cultural na política.
Os conservadores são actualmente o principal obstáculo a essa possibilidade.

A fórmula é muito simples: votar estrategicamente - participar na vida política - criar comunidades criativas - trabalhar em colaboração.


Não se sabe ainda se o Brexit é ou não um processo reversível.
Tudo está a mudar muito rapidamente.

Quando votaram Brexit, ainda desconheciam a nova realidade mundial e as suas implicações:
- a nova administração americana e os estragos que pode implicar a nível político, económico, ambiental;
- os atentados em Londres e Manchester, e os enormes desafios a nível da segurança, que depende de uma colaboração estreita entre países e continentes; 
- as tensões sociais e a agressividade xenófoba, inflamada pela irresponsabilidade política dos Brexiteers, que utilizaram os imigrantes como bodes expiatórios.


A Europa também está a viver um período de transição, o que terá implicações, inevitavelmente, na UE, nos seus actuais desequilíbrios, e na sua cultura política e económica.


Este é o portal que se abre no tempo para os jovens do Reino Unido. 
E porquê no tempo?
Porque a incompetência política, a incapacidade de identificar os desafios, destacar as prioridades, escolher as estratégias eficazes, pode atrasar um país e com ele as vidas de gerações, por uma ou mais décadas. 
Essa é a importância do seu voto.







sexta-feira, 26 de maio de 2017

Reino Unido: a possibilidade de criar as condições que melhor garantem a segurança






A Europa - instituições e populações -, já se apercebeu da ligação eleições - ataques terroristas. 
É uma forma de interferir na vida colectiva de países e continentes, e destruir os seus laços comunitários.

É da maior irresponsabilidade aproveitar a tragédia humana em termos políticos. 
É continuar a inflamar a nuvem de fumo destruidora. 
É uma traição relativamente aos seus conterrâneos, à dignidade humana, e aos valores da democracia.
É também uma cultura da morte e destruição.


A colaboração entre países e populações nunca foi tão necessária.
Perceber como funciona a violência, o que a despoleta, o que a alimenta, de que meios se serve, em que condições se propaga, 
E criar o ambiente que permite evitar que esta lógica mortífera e destruidora se instale e normalize.
Uma comunidade humana de colaboração e partilha, inclusiva, onde todos têm lugar, onde todos participam.

É importante que as novas gerações aprendam a descodificar culturalmente as mensagens de violência, a sua natureza, assim como os que se aproveitam dela para conquistar o poder, propondo a separação, a divisão, e prometendo o paraíso de um mercado global.
Exemplos: Le Pen em França; os Conservadores e os Brexiteers no Reino Unido.

Na actual situação cultural no Reino Unido, com graves tensões sociais, bullying xenófobo, em que os imigrantes funcionam como bodes expiatórios, vejo com enorme dificuldade a possibilidade de criar uma comunidade inclusiva, onde todos participam e colaboram, um ambiente favorável a laços sociais, à confiança, à democracia, que melhor permitem a prevenção da violência.

As próximas eleições são fundamentais para iniciar um processo de cura, começando pelo início: identificar as verdadeiras causas das desigualdades sociais, da exclusão social e da violência.
Neste momento, esta possibilidade surge em votar estrategicamente, e cada voto conta, de forma a apear os Conservadores.
A seguir, preparar plataformas políticas comunitárias, que tragam à política a transparência, a confiança, a credibilidade, a legitimidade e a eficácia perdidas.