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terça-feira, 23 de junho de 2020

O Paradoxo de Fermi




A partir de um tweet de Elon Musk sobre o grande filtro, entusiasmei-me pelo paradoxo de Fermi.

Ate agora, fixei-me nas seguintes limitacoes da nossa especie:
- a nossa condicao biologica;
- a nossa cultura primitiva de predadores e colonizadores (propria da condicao biologica);
- uma civilizacao que destroi o habitat, que se alimenta de recursos que destroem recursos vitais, nao e primitiva?
- a nossa historia nao exemplifica a segunda e terceira limitacoes? Barbaros a destruir civilizacoes mais evoluidas? Pensemos em Alexandria.

Tambem me ocorreu o seguinte:
- uma civilizacao nao evolui do material para o imaterial?
- segundo os Vedas, a nossa especie ja esta em declinio.

E dai para o seguinte raciocinio:
As liderancas mundiais actuais reflectem essa incapacidade de evolucao cultural necessaria a nossa sobrevivencia como especie, da barbarie para a inteligencia colectiva, da mentira que serviu para nos defendermos de predadores para a realidade/verdade/ciencia de comunidades em constante interaccao.

A mentira e estupida. Negar a realidade, a ciencia, e estupido.
Destruir recursos vitais e estupido.

Pode uma civilizacao estupida aspirar a viajar no espaco? Pode, mas ja esta a falhar.
Pode comunicar com outras civilizacoes? Em que comprimento de onda? Primeiro tera de saber ouvir o silencio, o silencio do espaco, estender a sua sensibilidade ate ao infinito.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Conseguem imaginar a frustração dos Millennials ao ver a estupidez no poder?





Os Millennials revelam uma cultura aberta e de colaboração, funcionam em grupo, preferem a diversidade à conformidade, valorizam a interacção e, relativamente aos recursos, escolhem usufruir a obter, o que está de acordo com a sustentabilidade.
O que concluímos daqui?
Que os Millennials são seres inteligentes.

Agora imaginem só a frustração dos Millennials ao ver a estupidez no poder, retroceder aos anos 80, à globalização e à competição selvagem, à finança sem regras que destrói economias, à apropriação dos recursos, à acumulação de riqueza e à sua ostentação, à propaganda e desinformação nos media pagos por essa gente, à negação da ciência em nome do lucro rápido. E não esquecer os conflitos bélicos que aumentam o risco do terrorismo, mas que enriquecem a indústria de armamento. 
A capacidade de destruição da estupidez no poder não tem limites.

O confronto cultural e civilizacional está precisamente entre a cultura da estupidez dos predadores no poder e a cultura da inteligência e da colaboração que os Millennials representam, e não entre norte e sul ou este e oeste do planeta.

Penso que é para os Millennials que Margaret Atwood está a dirigir-se nesta conversa: