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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Havera inteligencia na Terra?




Ontem vi um filme sobre um astronomo obcecado com a possibilidade de existencia de vida noutro planeta com algum grau civilizacional.

Primeiro consideram planetas a distancia ideal de uma estrela para a existencia de vida. Depois trata-se de encontrar qualquer forma de comunicacao ou vestigio de intervencao inteligente, isto e, intencional e nao um acaso.

A minha obsessao, se assim lhe posso chamar, e encontrar uma prova da existencia de inteligencia na Terra.

Considerando a inteligencia como capacidade de adaptacao e evolucao natural para formas de interaccao saudaveis e equilibradas da comunidade.

O equilibrio e uma constante vital, uma condicao basica da vida.

O que vemos no nosso planeta e o desequilibrio e o caminho para a extincao. A incapacidade de adaptacao e, consequentemente, de evolucao.

E provavel que os Vedas tenham razao e a humanidade nao esteja a evoluir mas em decadencia.
Que ja tenham existido uma ou varias civilizacoes inteligentes, so que nao vemos vestigios.

Que vestigios nos deixaria uma civilizacao inteligente?
Que tivesse capacidade de adaptacao e de utilizacao dos recursos sem os destruir? Que interagisse com a terra, os seus rios, o mar, sem os poluir?
Essa e a questao, nao deixaria vestigios, pegadas, lixo.
Nao destruiria recursos vitais para o futuro das comunidades.
Nao destruiria vida por ignorancia, ganancia ou recreacao.

Como tera desaparecido? 
Provavelmente por uma qualquer invasao belica de formas humanas menos inteligentes. 
Basta lembrar Alexandria para imaginar uma identica invasao numa escala infinitamente diversa: uma civilizacao ainda mais evoluida invadida por fanaticos de mentes limitadas ou de belicismo da conquista.

Uma civilizacao evolui da materia para o imaterial. Os seus vestigios sao quase imperceptiveis, a alteracao seria sempre benigna e para melhorar equilibrios naturais.
As suas comunidades comunicariam atraves de uma linguagem que nao nos e acessivel. As vezes imagino sons de passaros, de baleias, golfinhos, formas de comunicacao mais evoluidas do que a nossa. Um radar, campos magneticos, linhas que se cruzam sem postes ou cabos terrestres.

Nao estamos preparados para perceber ou identificar civilizacoes inteligentes.
Somos criaturas de mentes limitadas e manipulaveis. Facilmente entretidos com materiais toxicos e destrutivos, tralha, lixo.
Destruimos tudo em que tocamos, pessoas, animais, arvores, rios, mar.
Desequilibramos as condicoes basicas da vida.
Caminhamos como carneiros doceis para o matadouro que pertence a um pequeno grupo de fanaticos viciosos e doentes mentais.
E esta a nossa realidade actual e nem capacidade temos para a ver e muito menos para evitar o mesmo destino para as futuras geracoes.




sexta-feira, 23 de junho de 2017

Nas próximas autárquicas valorizar uma mudança cultural política



As próximas autárquicas são fundamentais na mudança da cultura política economicista que dominou no país desigual e que agravou desequilíbrios.
Jerónimo tem razão. A reforma florestal ão resolve tudo, o argumento abandono da floresta não esclarece tudo. O abandono foi outro: desinvestimento progressivo no interior, desmantelamento das estruturas uma a uma, e isto durante décadas.

Lembram-se? Postos de GNR, centros de saúde, postos dos correios, escolas, tudo foi fechando apesar dos protestos das populações.
A administração pública foi abandonando as populações do interior.
É certo que há agora unidades móveis para certos serviços. Mas e a presença da GNR? E os correios? E a escola? 
E as ligações dos transportes públicos? Vejam bem a rede actual que serve as populações e que os obriga a utilizar o táxi para se deslocar para tudo, sobretudo para ir a um centro de saúde.
Estas são as questões essenciais nas próximas autárquicas.

A cultura política a valorizar:
- as pessoas primeiro, as famílias, a qualidade de vida, a segurança;
- optimização dos recursos e gestão responsável;
- uma comunidade em colaboração com outras comunidades;
- abertura à participação cívica, transparência da informação;
- cultura democrática, de equilíbrio, na gestão dos recursos colectivos.

O perfil de presidente de câmara e de presidente da junta de freguesia começa a delinear-se.
Vou dedicar um post à definição do perfil e à análise dos candidatos às câmaras e juntas de freguesia do interior do pais, abandonado e esquecido pelas elites políticas.



sábado, 12 de novembro de 2016

Como cidadãos do mundo temos um incrível poder: de amar, de unir, de criar comunidades, de curar o mundo


Vivemos num mundo que já é, nalgumas regiões do mundo, a utopia dos nossos antepassados: paz, saúde, qualidade de vida. 
Falhámos, no entanto, enquanto espécie, na grande vastidão do planeta e estamos muito perto de destruir as condições básicas para continuar a habitá-lo.
Fome, guerra, deslocações em massa, esse é o inferno de milhões de conterrâneos.
E entre estas duas realidades temos o limbo, vidas paradas, estagnadas, adiadas ou aprisionadas, onde a revolta é o motor principal a alimentar a esperança.

Imaginem, tal como John Lennon imaginou, que era possível canalizar esta revolta, esta energia criativa, para acordar consciências, unir capacidades, criar comunidades, curar o mundo.



Já aqui referi o exemplo verdadeiramente impressionante da UXA (Unemployed Exchange Association) no tempo da grande depressão americana. Tudo o que foi conseguido entre 32 e 34! A capacidade criativa e organizativa, e sem os instrumentos de comunicação que hoje temos ao dispor.
E o que fez o governo? Apressou-se a intervir, substituindo-se à liderança das comunidades de cidadãos. Antes que a moda pegasse e as pessoas se apercebessem que os governos podem ser facilmente substituídos...

Não, não estou a propor tal ideia... mas simplesmente: é nossa responsabilidade mostrar aos governos como se pode liderar e gerir um projecto para os cidadãos e com os cidadãos. 
Porque já percebemos que os governos não podem ser deixados à vontade a governar sozinhos em nosso nome.

É esta a nossa utopia como cidadãos do mundo, tornar possível a água potável, a alimentação, a saúde, a realização pessoal, a toda a população terrestre, em harmonia com o planeta e a sua diversidade.
Eu sei, eu sei, para utopia parece uma megalomania. Mas por falar em megalomania... o que dizer então dos tresloucados que querem apropriar-se dos recursos terrestres?, e para, tão somente, aumentar as suas contas bancárias nos offshores, ou o seu poder de influência política, de pressão, de chantagem?, e os que provocam guerras para manter ou para expandir o seu poder alucinado?, e os que fecham as portas aos que fogem dessas guerras?

O que vimos acontecer desde o início deste século já é mais do que suficiente para perceber com que megalomanias temos de lidar.